Autor: Fabrício

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E ainda: saiba as diferenças entre o detetive particular e o policial e como fazer para se tornar um detetive particular

Você já se perguntou qual é a origem da palavra detetive? Esse termo vem do latim detectare e significa descobrir. Muito utilizado no linguajar policial, detetive é aquele profissional que tem a investigação como seu principal método de trabalho. Ele caça pistas, desvenda mistérios e procura todas as evidências possíveis para conseguir provar uma teoria. Mas, você sabe quem foi o maior detetive do mundo?

Como toda profissão, a atividade de detetive é regulamentada no Brasil. Aqui no país, a lei que traz essa regulamentação é a n° 13.432/2017 de abril de 2017.

No documento, as funções desse profissional são descritas como planejamento e execução de dados, informações e evidências de cunha não criminal, com o objetivo de trazer o esclarecimento sobre algum fato solicitado por um contratante.

imagem ampliada de um homem algemado

Leia também: Tire suas dúvidas sobre o trabalho de um investigador profissional

Diferenças entre detetive policial e detetive particular

Apesar de não haver consenso entre os próprios profissionais, detetive e investigador são palavras sinônimas. Uma é mais usada do que a outra, talvez, mas não dependem de distinções para serem usadas.

A grande diferença – é muito importante salientar – é se esses profissionais servem ao Estado ou se atuam no setor privado. Os detetives que servem ao Estado fazem parte da Polícia Civil. Ou seja, esses profissionais são os investigadores de polícia – ou detetives de polícia.

Eles fazem parte da equipe de profissionais que pode decidir sobre a prisão de uma pessoa, por exemplo. Já o detetive ou investigador que atua na área privada, não pode. Esses são os investigadores particulares.

Interceptações telefônicas, quebras de sigilos, buscas e apreensões, conduções coercitivas, intimações, entre outros, só podem ser feitos pelo profissional público, que fazem parte de uma inteligência de segurança pública. Todavia, o investigador particular pode auxiliar, desde que autorizado, em todos esses processos.

O investigador ou detetive, de forma geral, tem a função de coletar o maior número de dados e informações para constatar as suspeitas do cliente, sejam elas quais forem, desde a suspeita de infidelidade conjugal à de fraude empresarial.

Nesse processo de apuração, vale quase tudo: seguir, fotografar, gravar áudio, interceptar correspondências… Tudo, claro, com a devida orientação jurídica e suas autorizações. De nada adiantaria reunir provas se elas não puderem ser anexadas em um processo. Afinal, os suspeitos também têm direitos que devem ser preservados.

Por isso que no caso da investigação particular é extremamente importante que o cliente contrate um profissional sério, experiente, que sabe até onde pode ir.

O cliente, obviamente, deseja resultados rápidos, porque está passando por um momento angustiante. Ninguém procura um investigador particular para realizar sonhos – ainda que eventualmente surjam casos que fogem à regra. 

Logo, a última coisa que o cliente vai desejar é ver que aquele que contratou cometeu atos ilícitos em seu nome, durante a investigação, o que o levará a responder judicialmente por isso. Ambos.

Outra grande diferença também – tanto para o profissional quanto para o cliente – é o dinheiro investido no caso.

O detetive ou investigador particular pode precificar seus serviços como bem desejar, ficando aos critérios do cliente pagar ou não.

Já os que servem ao Estado possuem remuneração fixa. Não é incomum que um profissional ligado à polícia sirva no setor privado também.

Evidentemente, os profissionais ligados ao Estado são obrigados a atender ao público, tanto pessoalmente como por telefone nos plantões, dentro de suas horas trabalhadas.

Suas tarefas são muitas, mas as mais corriqueiras são: registrar boletins de ocorrência, pesquisar antecedentes criminais e emplacamentos de veículos, sair em busca de provas de crimes. É claro que o trabalho pode ir muito além e envolver camadas muito, mas mais profundas de um caso.

Uma vez que qualquer um pode investigar casos – embora não possa incriminar ninguém – por que existe a profissão de investigador ou detetive?

Esse ponto é bastante interessante. Se analisarmos bem, ainda mais em tempos de redes sociais, que literalmente despejam informações que em outros tempos demorariam a ser coletadas, todos nós investigamos pessoas ou fatos através de buscas, e transformamos essa investigação diária em verbo: “estalquear”, do inglês “stalk”.

A imprensa também desempenha essa tarefa muito bem. Jornalistas são investigadores, de alguma forma, principalmente quando lidam com pautas políticas ou demais assuntos sérios, de interesse público. O compromisso do jornalista não deixa de ser com o bem comum.

O que é diferente é o limite. Jornalista pode ir até determinado ponto. O cidadão comum tem limite ainda mais restrito.

Comumente, um investigador particular é contratado apenas para constatar a culpa de alguém. Contudo, ele também pode trabalhar para encontrar provas que demonstrem a inocência do cliente, vítima injusta de algo. As possibilidades são muitas mesmo.

O mais importante, enfim, não é a nomenclatura, se detetive ou investigador, mas a experiência desse profissional que executará o caso com seriedade, rapidez e, principalmente, discrição.

História

A história do primeiro detetive do mundo começa em 1850. Ele se chamava Allan Pinkerton, nascido na Escócia e, originalmente, trabalhava como dirigente sindical.

Após muita perseguição política, nosso detetive resolveu se mudar para Chicago, onde iniciou um pequeno comércio local.

Como as coisas não caminhavam bem financeiramente, Allan Pinkerton decidiu buscar uma nova ocupação, um trabalho que lhe trouxesse mais lucro e menos dor de cabeça.

Como os índices de criminalidade na época só aumentavam, o ex-dirigente sindical decidiu abrir uma agência de investigação para auxiliar a polícia local, se tornando, portanto, o primeiro detetive da história.

O maior detetive do mundo – da ficção

Sherlock Holmes é, sem dúvidas, o mais famoso detetive da ficção. Os livros que contam suas aventuras já venderam milhares de exemplares pelo mundo todo e em diversas línguas. Além disso, seus filmes rendem milhões para as bilheterias dos cinemas sempre que são lançados.

A história de Sherlock Holmes se passa na Inglaterra e envolve outros personagens importantes, como seu fiel escudeiro, o Dr. Watson, que completa o protagonista do romance perfeitamente ao adivinhar seus pensamentos.

Até hoje considerado um dos principais nomes dos romances policiais, as aventuras de Sherlock Holmes foram criadas pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle, que retrata o personagem como um solucionador de casos impossíveis, o que acaba tornando o nome de Sherlock praticamente um sinônimo da palavra detetive em todo o mundo.

Hercule Poirot, mais um nome de peso

Outro nome importante da ficção é Hercule Poirot. Criado pela imaginação fértil da famosa escritora Agatha Christie, o personagem foi inspirado em refugiados belgas que fugiram da I Guerra Mundial e aparece em vários dos principais livros da escritora.

Sua morte foi anunciada no grande jornal The New York Times em 1975 pois, segundo Agatha, sua morte evitaria que continuassem escrevendo histórias do grande detetive após a morte de sua criadora.

imagem de uma mesa a frente de um fundo escuro com um chapéu e uma lupa

Leia mais: Investigação particular: desvendar crimes e corrupção é uma de suas particularidades

Outros detetives famosos

Outros nomes famosos ficaram marcados na história dos detetives em todo o mundo, como o Inspetor Clouseau, a Miss Marple, Dick Tracy – o durão detetive dos quadrinhos -, os agentes do FBI Fox Mulder e Dana Scully, Adrian Monk e o primeiro detetive da literatura policial moderna, Auguste Dupin – criado pelo escritor Edgar Allan Poe e publicado pela primeira vez na obra “Os Assassinos da Rua Morgue”, no ano de 1841.

E se eu quiser me tornar um detetive particular?

Bom, se você quiser se aventurar na área, saiba que não é necessário curso superior, apesar de existir vários deles, principalmente EAD. Há também cursos especiais para preparar o futuro detetive particular, mas nada disso é mais importante que entender esse mundo tão misterioso e enigmático.

A verdade é que ser um detetive particular não é fácil. Pelo contrário, essa é uma tarefa que requer muitas habilidades. São diversas opções de atuação e, além disso, é uma profissão que ajuda muita gente.

Antes de mais nada, para ser um detetive particular é necessário entender como a profissão funciona. 

Um detetive particular precisa de muita dedicação, técnica, raciocínio e preparo físico. Esse profissional será encarregado de localizar pessoas desaparecidas, solucionar casos de traição, desvendar crimes de caráter político, entre outros. 

Dessa forma, ser um detetive particular é algo bem arriscado, mas ao mesmo tempo emocionante. É ideal para quem não curte ter uma rotina e adora sentir adrenalina e ajudar os outros.

Como dissemos, para ser um detetive particular, não é obrigatório ter nenhum curso de ensino superior. No tanto, é importante fazer um curso específico da área em uma escola especializada e devidamente certificada. Isso será muito útil para que você consiga obter as autorizações necessárias para começar a trabalhar. 

É nesse curso que você terá a oportunidade de aprender a manipular equipamentos, fazer relatórios, noções sobre comportamento humano e técnicas de discrição e perseguição.

Uma vez que a atuação de um detetive profissional deve ser feita dentro da lei, você também terá aulas de Direito.

Os cursos dão noções básicas sobre a profissão. Mas para ser um detetive particular bom, o que conta de verdade é a prática e a experiência.

Saber entrevistar alguém, notar detalhes, fazer anotações minuciosas rapidamente, estar a par de tudo e detectar mentiras são somente algumas das habilidades necessárias para desempenhar a profissão com maestria.

Essas competências, caso não forem natas, podem ser desenvolvidas a partir do zero. E elas são extremamente importantes e vitais para a resolução dos casos. Dessa forma, estar em constante aperfeiçoamento é fundamental.

No tocante a valores, esses cursos variam muito de preço. Sugerimos que você já utilize seu faro de investigador e pesquise bastante para pagar menos por um curso excelente, que lhe garanta as certificações necessárias.

 

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